CERIMÔNIA DE PURIFICAÇÃO · INIPI · TEMAZCAL · TENDA DO SUOR

Uma cerimônia de doze mil anos, a poucos passos do metrô.

Uma tenda escura em forma de útero, pedras aquecidas no fogo, um grupo rezando junto. Você entra, a porta fecha, e você sai outro.

Em São Paulo, conduzida por Samuel Souza de Paula, condutor desde o ano 2000.

Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como prática tradicional · Mais de 20 anos de condução · Tradições Lakota e Pueblo · São Paulo, a poucos passos do metrô · Grupos pequenos, do tamanho da tenda · Nenhuma experiência anterior é necessária

Antes de existir hospital, existia isso.

Eu conduzo cerimônias de purificação desde o ano 2000. Nesse tempo eu vi gente entrar na tenda com medo de não aguentar e sair perguntando quando é a próxima.

A Inipi é provavelmente uma das primeiras clínicas da humanidade. Há doze mil anos, quem estava doente ficava ali dentro — um dia, dois, três — recebendo vapor, ervas e oração. Era o hospital. Depois as comunidades entenderam uma coisa que a gente ainda está reaprendendo: a doença é a última estação. Existe muito caminho antes dela. E se existe caminho antes, dá para purificar antes.

Foi assim que a cerimônia deixou de ser tratamento e virou cuidado. E depois virou o que é hoje: um lugar onde um grupo de pessoas entra no escuro, reza junto e sai mais leve.

Aprendi na tradição Lakota, na década de noventa, onde se dizia que se não queimasse, se não doesse, não prestava. Em 2003 aprendi com outra mestra, nas tradições Pueblo e Tiwa do Sul, e mudei de ideia. Hoje eu conduzo com o protocolo dos antigos e com o tom das segundas.

O nosso intento sempre é de amorosidade.

Você não precisa acreditar em nada para entrar. Precisa só querer sair diferente.

Samuel Souza de Paula

condutor de cerimônia desde 2000 · autor de três livros e coautor de um quarto

Samuel Souza de Paula, condutor da cerimônia

OS LIVROS

  • Avatar

    Jornada do Herói, Arquétipos e Símbolos

  • Práticas Bioxamânicas

    O Despertar Interior com a Sabedoria Ancestral

  • Pepitas de Amor

    Mensagens para o Despertar da Consciência Próspera

  • Na Luz dos Xamãs

    Toques Espirituais da Sabedoria Xamânica

    em coautoria com Wagner Borges

QUEM JÁ ENTROU

Saí daqui muito mais leve. Parece que eu passei a ter uma clareza de pensamento.
Cida, terceira cerimônia
Eu nunca tinha entrado nem numa sauna normal. Estava com muito medo. E foi uma cerimônia muito tranquila e especial.
Laura, primeira vez
Transcender com todos nessa experiência xamânica foi incrível.
João Cunha Bueno, primeira vez

A cerimônia é ancestral.
O caminho até ela não precisa ser.

Você não vai precisar viajar para o Peru, subir uma serra nem entrar num retiro de sete dias. A tenda fica em São Paulo, num terreno com fogo, mata e chão de terra, a poucos passos do metrô. Você chega de manhã e volta para casa no fim do dia.

A natureza que essa cerimônia precisa não está a trezentos quilômetros daqui. Está no fogo, na pedra, na erva, na água e em você.

O QUE É

O útero da Mãe Terra

Uma estrutura circular e baixa, coberta até não entrar luz nenhuma. No centro, as pedras aquecidas no fogo sagrado. Água e ervas sobre elas, e o vapor sobe.

A forma não é decorativa: a tenda é o ventre. Você entra de joelhos, no escuro, e duas horas depois sai pela mesma porta — sem ser a mesma pessoa.

A HISTÓRIA

Doze mil anos, três vidas

Primeiro foi hospital: quem adoecia ficava dentro da tenda recebendo vapor, ervas e oração. Depois virou prevenção — as comunidades perceberam que a doença é a última estação e começaram a purificar antes dela. Enfim virou rito: semanal e coletivo.

Cerimônias equivalentes já foram encontradas no Egito, na Grécia e na Suméria. Hoje a Organização Mundial da Saúde a reconhece entre as práticas tradicionais.

AS QUATRO PORTAS

Quatro portas, quatro corpos

A cerimônia não é um bloco contínuo de calor. Ela abre e fecha quatro vezes, e cada abertura é uma direção e um corpo.

  • Leste — a mente. Alinhar o pensamento, tirar o barulho.
  • Sul — a emoção. Soltar o que travou, lavar o coração.
  • Oeste — o corpo. O calor, os poros abertos, a fadiga que sai.
  • Norte — o espírito. O treino de morrer e renascer.

No centro, as pedras. Em volta delas, a gente reza. Entre uma porta e outra a tenda abre: entra ar, entra luz, e quem precisa pode sair.

OS QUATRO CORAÇÕES

Você entra com um coração e sai com quatro

Pleno. O contrário de estar pela metade — e a gente fica pela metade quando faz o que não quer fazer.

Aberto. O coração fechado se protege para não machucar mais, e se fecha também para tudo que poderia curar.

Límpido. O coração confuso carrega dúvida, e a dúvida vira indiferença. Sair da tenda é sair sabendo.

Forte. Coragem vem de cœur, coração: dizer o que é verdade e ser tudo o que a gente é.

COMO ACONTECE

O dia inteiro, do portão ao lanche

  1. Chegada e defumação

    Salva branca e palo santo. Um galho passa no seu pulso. A salva branca tira o que é denso; o palo santo, que é adocicado, abre. É aqui que os trabalhos começam.

  2. Roda de cura

    Todo mundo em círculo. Cada um diz o nome e fala. Quem já veio conta como foi; quem nunca veio diz o que está sentindo. É aqui que o grupo deixa de ser um monte de desconhecidos — e é aqui que a gente inicia a roda de cura.

  3. Almoço

    Junto.

  4. A entrada

    Fila indiana. Na porta você se ajoelha, encosta a cabeça no chão e diz “por todas as nossas relações”. Entra pela esquerda e dá a volta por trás do centro.

  5. A porta fecha

    Escuridão total. As quatro primeiras pedras entram, representando as quatro direções. Água e ervas sobre elas. O vapor sobe.

  6. As quatro portas

    Reza-se em voz alta. Entre duas e duas horas e vinte, em média. A umidade chega a noventa por cento. E o tambor conduz nossa jornada.

  7. A saída

    Pelo caminho inverso, sem cruzar o fogo.

  8. O lanche

    Depois temos um lanche juntos, para revigorar e repor as energias.

A PRÓXIMA RODA

Em doze mil anos, milhares já entraram.
Você pode ser o próximo.

É normal chegar com medo.
Todo mundo chega.

“E se ficar quente demais?”

Você pede para sair e o condutor libera na próxima porta. Não é vergonha nenhuma — é protocolo, e é previsto. A tradição que a gente conduz aqui não é a de guerreiro: a temperatura responde ao grupo, e o intento é acolher.

“E o escuro?”

O escuro é o ponto. É ele que faz o lugar ser seguro. Você não vê ninguém, mas escuta todas as vozes. Muita gente diz que foi a primeira vez em anos que ficou sozinha no escuro sem se sentir só.

“Sou de outra religião. Posso ir?”

Pode. Esta não é uma cerimônia de conversão — é uma cerimônia de relação. Nos caminhos xamânicos a natureza é a própria divindade, e ela não pede filiação. Vem gente de todas as tradições, e gente de nenhuma.

“Nunca fiz nada parecido.”

A maioria das pessoas na roda está na primeira ou na segunda vez. Você não precisa saber nenhum canto e nenhuma reza: tudo o que precisa saber é dito antes de entrar.

Consciência Próspera

PURIFICAÇÃO

O que a tradição sabe há doze mil anos — e o que a pesquisa foi medindo depois.

12.000

anos de registro

40°C

temperatura corporal

90%

de umidade

4

portas

7

portais

120–140

minutos

5–7

dias de efeito

Doze mil anos de registro · Quatro portas, quatro corpos · Noventa por cento de umidade · Pedras aquecidas no fogo sagrado · Salva branca e palo santo · A tenda tem forma de útero · Reconhecida pela OMS como prática tradicional · Registros no Egito, na Grécia e na Suméria · São Paulo, a poucos passos do metrô

A AULA COMPLETA

Uma aula inteira sobre o que é a Inipi

Antes de decidir se você vai, entenda o que é. Esta é a aula completa que o Samuel deu sobre a Cerimônia de Purificação.

O que é a Inipi · Por que a tenda tem forma de útero · As três eras da cerimônia · Os quatro corpos · As pedras são as avós · Inipi e Temazcal: qual a diferença · O que acontece depois que você sai

NA CIDADE

A natureza não fica longe. Fica a poucos passos do metrô.

Existe uma ideia de que para se reconectar com a terra é preciso sair da cidade. Não é. A gente montou fogo, tenda e chão de terra dentro de São Paulo, num lugar aonde você chega de transporte público e volta para casa no mesmo dia.

NA RODA

Você chega sozinho. Não sai sozinho.

Nas comunidades onde essa cerimônia nasceu, quando um casal brigava a comunidade inteira entrava junto — porque se o casal está em conflito, a comunidade está. Você entra com gente que não conhecia de manhã e sai tendo ouvido o que cada uma trouxe.

Ficou com alguma pergunta?

Manda. A gente responde tudo antes de você decidir — e não tem pergunta boba. Todo mundo que conduz essa cerimônia hoje já foi alguém com medo de entrar.

Por todas as nossas relações.

Para saber a data da próxima cerimônia clique abaixo.
As vagas são limitadas pelo tamanho da tenda.